DOF fecha contrato de quatro anos com Petrobras para embarcação Skandi Commander

janeiro 11, 2026

 

A norueguesa DOF, do setor de embarcações de apoio offshore, anunciou um contrato DOF com Petrobrasde quatro anos para utilização do barco de apoio Skandi Commander em serviços de inspeção e intervenção submarina. O acordo, no valor de 150 milhões de dólares, começa em janeiro de 2027, resulta de licitação e se soma a outros seis contratos similares já conquistados pela empresa no Brasil. A DOF afirma que o negócio fortalece sua presença de longo prazo no mercado offshore brasileiro.

Contrato DOF com Petrobras para o Skandi Commander

O novo contrato DOF com Petrobrasprevê a utilização do navio de apoio Skandi Commander em atividades de inspeção e intervenção submarina nas operações offshore da estatal.

Segundo a DOF, o Skandi Commander pode operar como veículo subaquático autônomo ou remotamente controlado. Isso amplia o escopo operacional da embarcação, permitindo maior flexibilidade em serviços de inspeção, apoio a equipamentos submarinos e intervenções em instalações offshore.

O acordo, avaliado em 150 milhões de dólares, é resultado de um processo licitatório. Esse mesmo processo já havia garantido à DOF outros seis contratos de perfil semelhante, reforçando a carteira da companhia no segmento de apoio a operações submarinas no Brasil.

Expansão da presença da DOF no mercado offshore brasileiro

De acordo com o CEO da DOF, Mons Aase, os contratos assinados recentemente para atuação no Brasil fazem parte de uma estratégia mais ampla de expansão da presença da DOF no mercado offshore brasileiro.

A empresa informa que adicionou mais de dois bilhões de dólares à sua carteira de pedidos no país, por meio de licitações bem-sucedidas em diferentes tipos de serviço offshore, incluindo:

– reboque e manuseio de âncoras (AHTS);
– embarcações de apoio a ROVs (RSV), que dão suporte a veículos operados remotamente para inspeções e intervenções submarinas;
– instalação e descomissionamento de plataformas (PIDF), etapa que envolve tanto a entrada em operação quanto a retirada definitiva de unidades de produção.

Segundo Aase, 2026 é um ano significativo para a DOF porque marca 25 anos de operações da companhia no Brasil. A empresa afirma que vem fortalecendo sua posição para geração de valor futuro, com parte substancial de sua frota em contratos que se estendem além de 2030.

Para a DOF, esse compromisso de longo prazo demonstra confiança no mercado brasileiro e reforça a intenção de manter oferta contínua de serviços offshore considerados confiáveis pela própria empresa.

O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC

Para trabalhadores marítimos, aquaviários, offshore, fluviais e profissionais de comércio exterior em Santa Catarina, o contrato DOF com Petrobrase a ampliação da carteira da empresa no Brasil podem ter alguns reflexos indiretos.

Em primeiro lugar, a consolidação de contratos de longo prazo tende a sustentar a demanda por embarcações de apoio e por serviços especializados em inspeção e intervenção submarina. Isso pode significar, ao longo do tempo, mais estabilidade nas operações offshore no país, o que inclui rotas logísticas, cadeias de suprimentos e serviços de apoio portuário.

Para quem trabalha embarcado ou em apoio às operações offshore, é razoável esperar que contratos de grande porte e longa duração mantenham ativo o mercado de mão de obra especializada, especialmente em funções ligadas à operação de embarcações de apoio, sistemas ROV, AHTS, RSV e atividades de instalação e descomissionamento.

No caso específico de Santa Catarina, a presença de empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás e de apoio marítimo pode se beneficiar de um ambiente de maior previsibilidade no setor offshore brasileiro. Isso não significa, necessariamente, abertura imediata de vagas locais, mas é um ponto de atenção para sindicatos, trabalhadores e empresas de serviços que atuam ou pretendem atuar nesse segmento.

Para despachantes aduaneiros e profissionais de comércio exterior, a manutenção de uma carteira robusta de projetos offshore tende a manter fluxo de importação e exportação de peças, equipamentos, sistemas eletrônicos e componentes para embarcações de apoio e operações submarinas. Isso pode resultar, ao longo do tempo, em operações mais frequentes ou em maior complexidade logística, exigindo atualização técnica e acompanhamento próximo das normas aplicáveis.

Pontos de atenção

Um primeiro ponto de atenção é acompanhar como a ampliação da presença da DOF no Brasil se traduzirá em oportunidades concretas de trabalho, treinamento e contratação, seja diretamente nas embarcações, seja na cadeia de apoio logístico e portuário em estados como Santa Catarina. Também é importante observar se a busca por contratos de longo prazo, que se estendem além de 2030, virá acompanhada de políticas claras de condições de trabalho e segurança a bordo, alinhadas às normas brasileiras e internacionais. Outro aspecto a monitorar é o impacto dessa carteira de contratos sobre a demanda por serviços de comércio exterior, o que pode exigir maior qualificação dos profissionais na interlocução com o setor de óleo e gás. Vale ainda acompanhar o desenvolvimento tecnológico em inspeção e intervenção submarina, principalmente no uso de sistemas autônomos e ROVs, que podem alterar perfis de função e exigências de qualificação profissional. Por fim, trabalhadores e entidades representativas em SC devem manter vigilância sobre possíveis mudanças em rotinas de embarque, escala, treinamentos obrigatórios e requisitos de certificação, que podem surgir à medida que contratos de grande porte, como o contrato DOF com Petrobras se consolidam no mercado brasileiro.

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