A modernização dos terminais em Santa Catarina mexe com a rotina de quem vive o trabalho no porto e na navegação. Em Navegantes (SC), a Portonave anunciou investimento para comprar novos equipamentos elétricos voltados à movimentação de contêineres, dentro de uma agenda de descarbonização e ampliação de capacidade.
Para os trabalhadores marítimos em SC e para quem atua no entorno operacional (porto, logística e apoio), mudanças desse tipo podem trazer novas exigências de treinamento, ajustes de procedimentos e atenção redobrada à segurança no pátio e nas áreas de operação.
O que aconteceu
A Portonave, em Navegantes (SC), informou que vai investir R$ 61 milhões na compra de 35 equipamentos elétricos para movimentação de contêineres: 30 Terminal Tractors e cinco Reach Stackers, com entrega prevista até janeiro de 2027.
A empresa também apontou que, com a troca de frota movida a diesel por modelos elétricos, a expectativa é reduzir emissões em cerca de 80% nos Reach Stackers e em 30% nos Terminal Tractors. Para receber a nova frota, está prevista a construção de um eletrocentro com nove carregadores e a capacitação de operadores para uso dos novos equipamentos.
O investimento se soma a um ciclo maior de modernização do terminal. A Portonave comunicou que, em 2025, anunciou R$ 439 milhões em equipamentos 100% elétricos e que obras e renovação de frota devem elevar a capacidade anual para 2 milhões de TEUs ao fim de 2026.
Como a medida se conecta à rotina portuária
Equipamentos elétricos mudam a operação por dentro. Além do desempenho no pátio, entram em jogo carregamento, infraestrutura elétrica, planejamento de turnos e rotinas de manutenção. Isso pode impactar a circulação de veículos e máquinas, a organização de filas internas e a comunicação entre equipes.
Para os trabalhadores marítimos em SC, o ponto principal é que a modernização do terminal tende a alterar procedimentos de segurança e convivência operacional, especialmente em áreas com alto tráfego de equipamentos, caminhões e pessoas, onde qualquer mudança de padrão exige alinhamento claro de regras.
Possíveis efeitos na operação em SC
Em termos práticos, a entrada de novos equipamentos e de infraestrutura de recarga pode gerar adaptações em rotinas de trabalho, como novos fluxos de tráfego no pátio, adequação de sinalização e mudanças no planejamento de disponibilidade das máquinas. Também tende a aumentar a necessidade de treinamento específico, já que o comportamento e os cuidados de operação de um equipamento elétrico não são idênticos aos de um equipamento a diesel.
Outro efeito possível é a intensificação de práticas de controle operacional e de segurança, porque a operação passa a depender também de pontos de carregamento e de regras para uso de infraestrutura elétrica. Para quem está no dia a dia do porto, isso pode significar mais procedimentos a seguir e mais checagens antes de iniciar o turno.
Ao mesmo tempo, movimentos de modernização e ampliação de capacidade podem repercutir em ritmo de operação e organização de escalas, a depender do volume e da dinâmica do terminal. Para os trabalhadores marítimos em SC, vale acompanhar como essas mudanças se traduzem em condições reais de trabalho, treinamento e segurança.
Pontos de atenção
Um primeiro ponto é a capacitação: quando há troca de frota e entrada de tecnologia nova, é essencial que o treinamento seja efetivo, com procedimento claro, tempo adequado e orientação prática para o ambiente de pátio. Além disso, observe se há atualização de regras de circulação, sinalização e comunicação operacional, porque qualquer falha nessa transição aumenta o risco em áreas movimentadas.
Outro aspecto é a segurança em torno de carregadores e do eletrocentro: é importante que rotas, isolamento de áreas e procedimentos sejam compreendidos por todas as equipes que circulam no terminal, não só por quem opera o equipamento. Também é importante acompanhar como a modernização se reflete na organização do trabalho (turnos, pausas, intensidade de operação e interface entre equipes). Por fim, em caso de dúvida sobre impactos nas rotinas e condições de trabalho, procure o SIMETASC para orientar os encaminhamentos coletivos e registrar situações que precisem de acompanhamento.
