O Ministério de Portos e Aeroportos informou que o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou a liberação de R$ 218,8 milhões para projetos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os investimentos do Fundo da Marinha Mercante serão aplicados na ampliação da frota e na modernização de estaleiros, com foco em navegação interior, transporte de passageiros e apoio às operações portuárias e marítimas.
Investimentos do Fundo da Marinha Mercante no Sul
Na última reunião de 2025, realizada em 17 de dezembro, o CDFMM aprovou o uso de R$ 218,8 milhões para projetos voltados ao transporte hidroviário nos dois estados do Sul.
Em Santa Catarina, os recursos contemplam a atualização de estaleiros e a construção de novas embarcações destinadas a:
– navegação interior (rios, lagos, canais);
– transporte de passageiros;
– apoio portuário;
– apoio marítimo.
No Rio Grande do Sul, os investimentos também se concentram em projetos ligados à navegação interior, com foco em melhorar a frota usada nesse tipo de transporte.
Objetivos dos novos investimentos
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a meta principal é melhorar a frota utilizada no transporte hidroviário e ampliar a eficiência operacional do modal aquaviário. Ou seja, a intenção é renovar e modernizar embarcações e estruturas ligadas ao setor, tornando as operações mais eficientes e competitivas.
De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos reafirmam o compromisso com o desenvolvimento regional e o papel estratégico do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a logística nacional. Na avaliação do ministro, cada projeto aprovado tende a gerar emprego, renda, oportunidades e fortalecimento da cadeia logística.
Relação com o transporte hidroviário em Santa Catarina
Os investimentos do Fundo da Marinha Mercante se conectam diretamente com a realidade dos portos catarinenses, das operações de apoio portuário e das atividades de navegação interior.
Com a construção de embarcações para transporte de passageiros e para apoio portuário e marítimo, há uma tendência de ampliação e renovação da frota que atende terminais, ancoradouros e operações de fundeio. A modernização de estaleiros em Santa Catarina também pode contribuir para reduzir tempo de docagem, melhorar manutenção de embarcações e aumentar a capacidade de atendimento local.
Embora o anúncio não detalhe quais empresas, portos ou estaleiros serão beneficiados, o direcionamento dos recursos indica uma priorização do transporte hidroviário como alternativa logística e de mobilidade na região.
O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC
Para trabalhadores marítimos, aquaviários embarcados, fluviais, offshore, despachantes aduaneiros e profissionais do comércio exterior em Santa Catarina, é razoável esperar alguns efeitos práticos, ainda que o anúncio não traga todos os detalhes.
No curto e médio prazo, a modernização de estaleiros pode significar aumento de demanda por serviços de reparo, construção e manutenção de embarcações. Isso tende a abrir oportunidades de postos de trabalho diretos em estaleiros e indiretos em empresas que prestam serviços de apoio técnico, logístico ou administrativo.
A construção de novas embarcações para navegação interior, transporte de passageiros, apoio portuário e apoio marítimo pode resultar em renovação e possível ampliação de equipes a bordo, com impacto para categorias embarcadas que atuam em manobra, convés, máquinas, hotelaria marítima e apoio às operações portuárias.
Para quem trabalha com despacho aduaneiro e comércio exterior, investimentos do Fundo da Marinha Mercante voltados à melhoria da eficiência operacional do transporte hidroviário podem, ao longo do tempo, contribuir para rotinas mais estáveis de atracação, janelas de operação e escoamento de cargas. Isso pode significar menos imprevistos operacionais, mas também maior exigência de planejamento e conformidade documental.
Um ponto de atenção é que o anúncio não especifica prazos de execução dos projetos, nem quais terminais, rotas ou tipos de carga serão diretamente beneficiados. Assim, os impactos concretos vão depender de como os recursos serão contratados, executados e fiscalizados.
Pontos de atenção
Um primeiro ponto de atenção é acompanhar, pelos canais oficiais, quais projetos em Santa Catarina efetivamente receberão os recursos e em que cronograma. Também é importante observar como se dará a modernização de estaleiros e a construção de embarcações, para identificar oportunidades de emprego, necessidade de qualificação profissional e eventuais mudanças nas escalas de trabalho.
Outro aspecto a monitorar é se a renovação de frota virá acompanhada de melhorias em condições de trabalho, saúde e segurança a bordo, ou se ficará restrita apenas a ganhos operacionais para as empresas. Trabalhadores devem ficar atentos a processos de mudança tecnológica, digitalização e automação, que podem alterar rotinas e exigências de qualificação.
Por fim, é relevante acompanhar se os investimentos do Fundo da Marinha Mercante se traduzirão em maior previsibilidade nas operações portuárias e hidroviárias, o que tende a impactar tanto quem está a bordo quanto quem atua em terra, nas áreas de despacho aduaneiro, logística e comércio exterior em Santa Catarina.
