Novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá reforça inspeção de contêineres

janeiro 11, 2026

 

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná, iniciou a operação de um novo scanner de cargas na via central do pátio, em frente ao portão principal, por onde passam todos os caminhões e contêineres que entram ou saem do terminal. O equipamento, terceiro do tipo em uso na área, busca aumentar a velocidade e a precisão das inspeções, com impacto direto no fluxo operacional e na segurança das cargas importadas e exportadas.

Novo scanner de cargas em Paranaguá: o que foi instalado

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, informou o início da operação de um novo scanner de cargas na quinta-feira (8). O equipamento está instalado na via central do pátio de operações, em frente ao portão principal do terminal.

Todos os caminhões e contêineres que acessam ou deixam o terminal passam por essa via, o que torna o ponto de instalação estratégico para a inspeção obrigatória das cargas.

Segundo a empresa, este é o terceiro scanner do tipo instalado no terminal. A implantação representou investimento de R$ 14,3 milhões e foi feita com foco na capacidade de avaliação das cargas.

Características técnicas destacadas pela TCP

De acordo com Walter Maria Junior, gerente de Tecnologia da Informação da TCP, a escolha do modelo de scanner levou em conta três fatores principais: maior potência, maior estabilidade e maior capacidade de penetração nas cargas.

Na prática, essas características permitem que a fiscalização visualize o interior dos contêineres com mais precisão, o que contribui para inspeções mais rápidas e detalhadas, sem a necessidade de abrir fisicamente todas as unidades.

A TCP afirma que o novo scanner tende a aumentar a velocidade e a precisão das fiscalizações, com reflexo na melhoria do fluxo operacional dentro do terminal.

Como funciona o processo de inspeção de cargas

A empresa informou que todos os contêineres importados ou exportados que passam pelo terminal são submetidos obrigatoriamente à inspeção por scanner de cargas em Paranaguá. O objetivo é impedir a passagem de cargas contaminadas ou de produtos ilícitos.

Esse controle eletrônico por imagem se soma a outras camadas de segurança já existentes no terminal, formando um sistema integrado de monitoramento.

Estrutura de segurança e monitoramento do terminal

Além dos scanners de cargas em Paranaguá, a TCP declarou contar com:

– Sistemas de monitoramento e câmeras com tecnologia de reconhecimento de caracteres (OCT), capazes de registrar a identificação do veículo e da carga;
– Capacidade de fazer uma “fotografia total” do veículo e da carga, auxiliando a rastreabilidade;
– 13 postos de segurança armada em funcionamento 24 horas por dia;
– Drones de vigilância para apoio visual em áreas amplas;
– Sistema de alarme para casos de invasão.

Segundo a empresa, esses recursos buscam reforçar a integridade das mercadorias que passam pelo terminal.

Declarações da área de segurança da TCP

Kayo Zaiats, superintendente de segurança da TCP, classificou a instalação do novo scanner de cargas em Paranaguá como fundamental para o trabalho dos órgãos de fiscalização. Na avaliação dele, o equipamento apoia uma atuação mais eficaz dessas autoridades e contribui para garantir a integridade das mercadorias movimentadas.

Ele também afirmou que o investimento reforça o compromisso da empresa em aplicar tecnologia de segurança para apoiar as autoridades na prevenção e no combate a atividades ilícitas.

O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC

Para trabalhadores marítimos, aquaviários, portuários indiretos, despachantes aduaneiros e profissionais de comércio exterior em Santa Catarina que operam cargas via Paranaguá, a instalação de mais um scanner de cargas em Paranaguá pode trazer alguns efeitos práticos.

Em termos de rotina operacional, é razoável esperar maior padronização e previsibilidade nas inspeções de contêineres, já que todos os contêineres importados e exportados passam obrigatoriamente pelo processo de escaneamento. Isso pode refletir em filas mais organizadas e em janelas de atendimento mais definidas, embora o impacto concreto dependa de como o terminal e os órgãos de fiscalização vão operar o novo equipamento.

Para despachantes aduaneiros e profissionais de comércio exterior, um ponto de atenção é o possível aumento da qualidade das imagens e da capacidade de detecção de irregularidades. Isso tende a exigir ainda mais cuidado na classificação, na descrição detalhada da carga e na conferência documental, para reduzir riscos de divergências entre documentação e conteúdo efetivo do contêiner.

Para empresas de navegação, transportadores e operadores logísticos que atuam em rotas envolvendo SC e Paranaguá, a ampliação da infraestrutura de segurança pode significar, ao longo do tempo, menor exposição a apreensões relacionadas a cargas contaminadas por terceiros, embora isso não elimine a necessidade de controles internos rigorosos.

Para os trabalhadores que atuam em operações de pátio, gate e transporte rodoviário vinculado ao terminal, a presença de mais um scanner tende a reorganizar fluxos de entrada e saída de caminhões. Isso pode alterar tempos de espera, rotas internas e procedimentos de checagem, exigindo atenção a novos protocolos de segurança e sinalização.

Pontos de atenção

Um primeiro ponto de atenção é acompanhar se a maior capacidade de inspeção efetivamente se traduzirá em menor tempo de espera para liberação de cargas ou se, ao contrário, eventuais ajustes de operação podem gerar novos gargalos temporários. Outro aspecto relevante é observar se os órgãos de fiscalização irão intensificar análises com base nas imagens mais detalhadas, o que pode aumentar o rigor na conferência de mercadorias. Também vale monitorar como o terminal comunicará mudanças de fluxo, regras de acesso e orientações operacionais, algo essencial para motoristas, transportadoras e despachantes evitarem retrabalho. Além disso, profissionais de comércio exterior e logística em SC devem manter atenção redobrada à conformidade documental, pois sistemas mais precisos de monitoramento tendem a evidenciar divergências entre documentação e carga. Por fim, é importante que os trabalhadores recebam treinamentos e orientações claras sobre novos procedimentos de segurança, para que a tecnologia agregue eficiência sem ampliar riscos operacionais ou conflitos de rotina.

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