Porto de São Francisco do Sul consolida terceira posição na exportação de carne bovina em 2025

fevereiro 6, 2026

O Brasil fechou 2025 como maior produtor e exportador mundial de carne bovina, e os portos nacionais tiveram papel central nesse resultado. Entre eles, o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, registrou aumento de 20% nos embarques desse produto e consolidou-se como o terceiro maior exportador do país, atrás apenas de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Esse movimento reforça a importância da exportação de carne bovina para a economia portuária e logística da região.

Brasil lidera exportação de carne bovina em 2025

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Brasil foi em 2025 o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos.

Ao longo de 2025, o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina, volume 20,9% maior em comparação com o ano anterior. A receita chegou a 18 bilhões de dólares, cerca de 95 bilhões de reais, o que representou crescimento de 39,31% frente aos 12,8 bilhões de dólares de 2024.

Segundo o MPor, a carne bovina brasileira teve como destino mais de 170 países. Entre os principais estados produtores, destacaram-se Mato Grosso, com 978,4 mil toneladas, Goiás, com 508,1 mil toneladas, Mato Grosso do Sul, com 450,1 mil toneladas, e Minas Gerais, com 324,6 mil toneladas.

Portos do Sudeste e Sul puxam exportação de carne bovina

Na logística portuária, o Porto de Santos, em São Paulo, manteve a liderança em 2025 no volume movimentado na exportação de carne bovina. Pelo terminal santista saíram 1,7 milhão de toneladas, alta de 13,3% em relação a 2024.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, registrou embarques de 1,2 milhão de toneladas, com crescimento de 46,5% frente ao ano anterior. Com esse desempenho, consolidou-se como segundo maior porto exportador dessa proteína.

Já o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, embarcou 180 mil toneladas de carne bovina em 2025, com aumento de 20% na comparação com 2024. O resultado colocou o terminal catarinense na terceira posição nacional em volume de exportação desse produto.

O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC

Para trabalhadores marítimos e portuários em Santa Catarina, o crescimento da exportação de carne bovina pelo Porto de São Francisco do Sul tende a significar maior demanda por operações de carga e descarga, manobra de navios, conferência de cargas e atividades de apoio logístico em pátios e armazéns. Em termos práticos, isso pode se traduzir em mais escalas de trabalho em períodos de pico, maior rotatividade de navios e necessidade de cumprir janelas de atracação com maior rigor.

Para marítimos embarcados em navios frigoríficos ou porta-contêineres que movimentam carne bovina, o aumento do fluxo pode gerar mais viagens internacionais, com possíveis impactos na escala de embarque, períodos de repouso e planejamento de folgas. Um ponto a observar é a pressão por cumprimento de prazos, especialmente em cargas refrigeradas, que exigem manutenção contínua da cadeia de frio e monitoramento de equipamentos.

No entorno logístico, despachantes aduaneiros e profissionais do comércio exterior que atuam em Santa Catarina podem perceber maior volume de processos ligados à exportação de carne bovina, com mais registros de operações, análises documentais e interação com órgãos anuentes. Isso tende a exigir atenção redobrada a prazos, documentação sanitária, certificações e requisitos específicos dos países importadores.

Além disso, o fato de o Porto de São Francisco do Sul ocupar o terceiro lugar nacional na exportação de carne bovina reforça a tendência de consolidação de rotas e linhas regulares ligadas a esse tipo de carga. Em termos operacionais, pode haver ajustes em infraestrutura, equipamentos e rotinas de armazenagem refrigerada, o que impacta diretamente o dia a dia de trabalhadores de terminais, operadores de máquinas, equipes de manutenção e profissionais de segurança do trabalho.

Pontos de atenção

Um primeiro ponto de atenção para trabalhadores em Santa Catarina é acompanhar como o aumento da exportação de carne bovina pelo Porto de São Francisco do Sul será absorvido pela infraestrutura existente, especialmente em áreas de armazenagem refrigerada e acessos rodoviários e ferroviários. A forma como essa expansão será organizada pode influenciar diretamente a intensidade do trabalho, os tempos de espera e as condições operacionais.

Além disso, é importante observar eventuais mudanças em escalas, jornadas e regimes de plantão em períodos de maior movimentação, verificando se os ajustes respeitam os limites legais e normas de saúde e segurança. Outro aspecto relevante é a necessidade de capacitação contínua para lidar com equipamentos específicos de cargas refrigeradas, sistemas de monitoramento e novas exigências de controle de qualidade e rastreabilidade.

Para profissionais de comércio exterior e despachantes aduaneiros, um ponto central é acompanhar atualizações regulatórias relacionadas à exportação de carne bovina, especialmente no que se refere a exigências sanitárias e fitossanitárias dos mercados de destino. Por fim, vale monitorar se o crescimento dessa cadeia de exportação abre espaço para diversificação de cargas, novos contratos e oportunidades de trabalho na região, de forma sustentável e alinhada às condições de trabalho previstas em normas e acordos coletivos.

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