Porto de São Francisco do Sul firma acordo para sistema de energia em rebocadores no Berço 103

abril 26, 2026

O Porto de São Francisco do Sul e o Sindiporto Brasil assinaram um acordo de cooperação para implantar um sistema de energia para rebocadores que atuam no porto. A proposta prevê infraestrutura elétrica no Berço 103, para que os rebocadores possam se conectar à rede do porto durante períodos de inatividade, reduzindo a necessidade de usar motores auxiliares.

O acordo foi assinado pelo presidente do Porto, Cleverton Vieira, e pelo presidente do Sindiporto, Márcio Castro, no estande do Porto de São Francisco, durante a Feira Intermodal, evento de logística que acontece esta semana em São Paulo.

O que prevê o sistema de energia para rebocadores

O projeto propõe a instalação de infraestrutura elétrica no Berço 103. Na prática, isso permite que os rebocadores, quando estiverem parados, se conectem à energia fornecida pelo próprio porto, sem precisar manter em funcionamento os motores auxiliares para gerar energia a bordo.

A iniciativa segue uma tendência adotada por portos internacionais e se alinha a práticas de descarbonização e eficiência energética.

Investimento e implantação: o que já foi informado

De acordo com o Porto de São Francisco do Sul, o investimento necessário para implantação é estimado em aproximadamente R$ 900 mil e será realizado integralmente pelo Sindiporto. O escopo inclui a execução da infraestrutura elétrica, interligações, sistemas de medição e adequações técnicas.

O diretor de Operações do Porto, Guilherme Medeiros, afirmou que a iniciativa representa avanço na qualificação da infraestrutura portuária, agregando valor operacional sem necessidade de investimento direto do porto na implantação do sistema.

Como incentivo à adoção, está sendo estudada a concessão de desconto na tarifa de energia elétrica nos primeiros meses de operação. Não foram detalhados percentuais, prazos ou critérios.

O que são rebocadores e por que eles são essenciais no porto

Rebocadores são embarcações compactas e robustas, com motores potentes, projetadas para manobrar navios de grande porte. Eles puxam, empurram e guiam essas embarcações durante atracação e desatracação, contribuindo para a segurança e para a agilidade da logística portuária.

O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC

Em termos práticos, um sistema de energia para rebocadores conectado à rede do porto pode alterar rotinas operacionais nos períodos em que as embarcações ficam paradas. Se a conexão elétrica no berço se consolidar, é razoável esperar ajustes em procedimentos internos, como checklists de ligação/desligamento, monitoramento de consumo e coordenação com a infraestrutura do cais.

Outro efeito possível é na gestão do tempo de permanência em inatividade e nas rotinas de manutenção associadas ao uso (ou menor uso) de motores auxiliares. Isso pode refletir em organização de turnos, planejamento de paradas e padrão de operação quando o rebocador estiver aguardando serviço, sempre conforme os procedimentos que forem adotados no porto e pelas empresas operadoras.

Para quem atua diretamente na área portuária e no entorno (inclusive profissionais de logística e comércio exterior), a iniciativa pode ser mais um elemento de modernização da infraestrutura, com potencial de apoiar a previsibilidade operacional em momentos de baixa movimentação — sem que isso signifique, por si só, mudança imediata em escala, efetivo ou regras de trabalho, já que esses pontos não foram tratados no anúncio.

Pontos de atenção

Um primeiro ponto é acompanhar quando a infraestrutura no Berço 103 será implantada e como será a fase de testes, porque transições operacionais costumam exigir procedimentos claros e treinamento. Além disso, vale observar quais adequações técnicas serão exigidas nas embarcações para a conexão à rede do porto, já que o texto não detalha requisitos nem cronograma.

Outro aspecto é a eventual política de desconto na tarifa de energia: como a medida ainda está “em estudo”, é importante esperar a definição de critérios, período de vigência e forma de medição. Por fim, trabalhadores e operadores podem se beneficiar ao manter registro de mudanças de rotina e eventuais necessidades de padronização de segurança durante conexão/desconexão, para reduzir dúvidas no dia a dia e garantir previsibilidade na operação.

Fonte: sc.gov.br (publicado em 22/04/2026).

Atualização da NR-1 e riscos psicossociais: desafios para o trabalho marítimo no GRO
Porto de São Francisco do Sul e sustentabilidade: o que o reconhecimento dos ODS pode mudar na rotina portuária em SC

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}

Você poderá se interessar