A segurança portuária faz parte do dia a dia de quem trabalha embarcado e em terra, especialmente em operações com grande circulação de pessoas, cargas e navios. Em Santa Catarina, o Porto de Imbituba renovou a Declaração de Cumprimento do ISPS Code, um padrão internacional voltado à proteção de navios e instalações portuárias.
Para os trabalhadores marítimos em SC, esse tipo de certificação se conecta diretamente à rotina de acesso ao porto, aos procedimentos de segurança e à organização das operações. Segurança portuária não é detalhe: é condição básica para trabalhar com menos risco e com mais previsibilidade.
O que aconteceu
O Complexo Portuário de Imbituba teve sua Declaração de Cumprimento do ISPS Code renovada pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), com validade até 2031. O porto integra um grupo restrito de portos públicos brasileiros certificados com esse padrão internacional.
O ISPS Code (Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias) estabelece medidas de prevenção e resposta para fortalecer a segurança no transporte marítimo internacional e nas áreas portuárias.
Por que o tema importa para a categoria
Quando a segurança portuária é tratada com padrão internacional, isso tende a impactar as rotinas que envolvem entrada e saída de trabalhadores, fiscalização de áreas, circulação interna e resposta a ocorrências. Para trabalhadores marítimos em SC, esse cenário pode significar procedimentos mais estruturados e um ambiente com mais controle.
Também é importante lembrar que a segurança portuária envolve não só a proteção da carga e do navio, mas principalmente das pessoas. Em um porto, qualquer falha de controle pode virar risco real para quem está no cais, em bordo, na amarração, na manutenção, no apoio e em serviços de operação.
O que isso pode mudar na prática para trabalhadores em SC
Em termos práticos, a renovação do ISPS Code reforça a continuidade de um modelo de segurança portuária baseado em controle de acesso e monitoramento. No Porto de Imbituba, a estrutura descrita inclui portarias com controle de entrada, mais de 150 câmeras, cercamento da área operacional, rondas permanentes, monitoramento aéreo com drones e uso de ROV (veículo subaquático operado remotamente).
Um ponto relevante para trabalhadores marítimos em SC é que, com protocolos mais rígidos, podem existir checagens mais frequentes de credenciais, restrições de áreas e rotinas de inspeção mais intensas. Isso pode afetar o tempo de deslocamento interno, o planejamento da jornada em dias de troca de turno e até a forma como equipes de bordo e terra se articulam para cumprir prazos operacionais.
O uso de ROV para buscas subaquáticas e varredura de cascos, inclusive com apoio a ações da Polícia Federal, mostra que a segurança portuária também se conecta à prevenção e identificação de ilícitos em áreas submersas da embarcação. Para quem trabalha diretamente com navios, esse tipo de procedimento pode aparecer como parte da rotina de inspeções e liberações, a depender da operação.
Pontos de atenção
Um primeiro ponto é respeitar e cobrar condições claras de acesso e identificação: controle de entrada existe para proteger, mas precisa funcionar sem improviso e sem expor o trabalhador a constrangimentos ou riscos desnecessários. Além disso, vale observar se a organização das rondas e do monitoramento não cria zonas de circulação inseguras, especialmente em períodos de maior movimento operacional.
Outro aspecto é a atenção aos procedimentos internos em dias de inspeção e varredura: quando houver checagens adicionais, o ideal é que as equipes sejam informadas com antecedência, para reduzir atrasos e evitar pressão por “fazer correndo” o que exige cuidado. Também é importante que treinamentos e orientações cheguem a quem está na ponta, com linguagem prática e compatível com a rotina real do cais e do embarque.
Por fim, trabalhadores marítimos em SC devem registrar e comunicar situações de risco, falhas de sinalização, acessos desorganizados ou rotinas inseguras. Segurança portuária só se sustenta quando procedimentos são cumpridos e quando a categoria tem canais para relatar problemas e cobrar correções, com responsabilidade e foco na prevenção.
